Vai ouvindo...
CDs BLOG LIVROS BIOGRAFIA GALERIA SHOWS IMPRENSA

Histórico

20/11/2016 a 26/11/2016
19/06/2016 a 25/06/2016
12/06/2016 a 18/06/2016
05/06/2016 a 11/06/2016
29/05/2016 a 04/06/2016
06/03/2016 a 12/03/2016
06/12/2015 a 12/12/2015
22/11/2015 a 28/11/2015
25/10/2015 a 31/10/2015
27/09/2015 a 03/10/2015
06/09/2015 a 12/09/2015
16/08/2015 a 22/08/2015
15/02/2015 a 21/02/2015
30/11/2014 a 06/12/2014
31/08/2014 a 06/09/2014
15/09/2013 a 21/09/2013
12/05/2013 a 18/05/2013
24/02/2013 a 02/03/2013
17/02/2013 a 23/02/2013
30/10/2011 a 05/11/2011
11/09/2011 a 17/09/2011
28/08/2011 a 03/09/2011
31/07/2011 a 06/08/2011
10/07/2011 a 16/07/2011
03/07/2011 a 09/07/2011
19/06/2011 a 25/06/2011
20/03/2011 a 26/03/2011
13/03/2011 a 19/03/2011
06/03/2011 a 12/03/2011
27/02/2011 a 05/03/2011
06/02/2011 a 12/02/2011
23/01/2011 a 29/01/2011
09/01/2011 a 15/01/2011
19/12/2010 a 25/12/2010
12/12/2010 a 18/12/2010
05/12/2010 a 11/12/2010
21/11/2010 a 27/11/2010
07/11/2010 a 13/11/2010
31/10/2010 a 06/11/2010
24/10/2010 a 30/10/2010
05/09/2010 a 11/09/2010
25/07/2010 a 31/07/2010
30/05/2010 a 05/06/2010
16/05/2010 a 22/05/2010
09/05/2010 a 15/05/2010
02/05/2010 a 08/05/2010
25/04/2010 a 01/05/2010
18/04/2010 a 24/04/2010
11/04/2010 a 17/04/2010
14/03/2010 a 20/03/2010
28/02/2010 a 06/03/2010
14/02/2010 a 20/02/2010
07/02/2010 a 13/02/2010
31/01/2010 a 06/02/2010
24/01/2010 a 30/01/2010
10/01/2010 a 16/01/2010
03/01/2010 a 09/01/2010
27/12/2009 a 02/01/2010
21/06/2009 a 27/06/2009
14/06/2009 a 20/06/2009
31/05/2009 a 06/06/2009
24/05/2009 a 30/05/2009
17/05/2009 a 23/05/2009
03/08/2008 a 09/08/2008
29/06/2008 a 05/07/2008
11/05/2008 a 17/05/2008
06/04/2008 a 12/04/2008
24/02/2008 a 01/03/2008
17/02/2008 a 23/02/2008
10/02/2008 a 16/02/2008
27/01/2008 a 02/02/2008
16/12/2007 a 22/12/2007
02/12/2007 a 08/12/2007
18/11/2007 a 24/11/2007
04/11/2007 a 10/11/2007
14/10/2007 a 20/10/2007
30/09/2007 a 06/10/2007
09/09/2007 a 15/09/2007
08/07/2007 a 14/07/2007
01/07/2007 a 07/07/2007
24/06/2007 a 30/06/2007
17/06/2007 a 23/06/2007
03/06/2007 a 09/06/2007
27/05/2007 a 02/06/2007
13/05/2007 a 19/05/2007
06/05/2007 a 12/05/2007
29/04/2007 a 05/05/2007
22/04/2007 a 28/04/2007
08/04/2007 a 14/04/2007
01/04/2007 a 07/04/2007
18/03/2007 a 24/03/2007
04/03/2007 a 10/03/2007
18/02/2007 a 24/02/2007
11/02/2007 a 17/02/2007
21/01/2007 a 27/01/2007
31/12/2006 a 06/01/2007
17/12/2006 a 23/12/2006
10/12/2006 a 16/12/2006
26/11/2006 a 02/12/2006
19/11/2006 a 25/11/2006
12/11/2006 a 18/11/2006
29/10/2006 a 04/11/2006
22/10/2006 a 28/10/2006
08/10/2006 a 14/10/2006
01/10/2006 a 07/10/2006
24/09/2006 a 30/09/2006
10/09/2006 a 16/09/2006
03/09/2006 a 09/09/2006
27/08/2006 a 02/09/2006
20/08/2006 a 26/08/2006
06/08/2006 a 12/08/2006
30/07/2006 a 05/08/2006
23/07/2006 a 29/07/2006
16/07/2006 a 22/07/2006
09/07/2006 a 15/07/2006
25/06/2006 a 01/07/2006
18/06/2006 a 24/06/2006
04/06/2006 a 10/06/2006
28/05/2006 a 03/06/2006
21/05/2006 a 27/05/2006
14/05/2006 a 20/05/2006
07/05/2006 a 13/05/2006
30/04/2006 a 06/05/2006
23/04/2006 a 29/04/2006
16/04/2006 a 22/04/2006
09/04/2006 a 15/04/2006
02/04/2006 a 08/04/2006
26/03/2006 a 01/04/2006
19/03/2006 a 25/03/2006
05/03/2006 a 11/03/2006
26/02/2006 a 04/03/2006
19/02/2006 a 25/02/2006
12/02/2006 a 18/02/2006
05/02/2006 a 11/02/2006
29/01/2006 a 04/02/2006
22/01/2006 a 28/01/2006
15/01/2006 a 21/01/2006
01/01/2006 a 07/01/2006
11/12/2005 a 17/12/2005
04/12/2005 a 10/12/2005
27/11/2005 a 03/12/2005
13/11/2005 a 19/11/2005
06/11/2005 a 12/11/2005
30/10/2005 a 05/11/2005
23/10/2005 a 29/10/2005
16/10/2005 a 22/10/2005
02/10/2005 a 08/10/2005
25/09/2005 a 01/10/2005
18/09/2005 a 24/09/2005
11/09/2005 a 17/09/2005
04/09/2005 a 10/09/2005
28/08/2005 a 03/09/2005
21/08/2005 a 27/08/2005
14/08/2005 a 20/08/2005
07/08/2005 a 13/08/2005
31/07/2005 a 06/08/2005
10/07/2005 a 16/07/2005
03/07/2005 a 09/07/2005
26/06/2005 a 02/07/2005
19/06/2005 a 25/06/2005
12/06/2005 a 18/06/2005




Votação
Avalie meu blog

Outros sites
Site Oficial Paulo Freire
UOL - O melhor conteúdo
BOL - E-mail grátis




XML/RSS Feed
O que ? isto?



PARANÁ 2


Estou escrevendo impressões de nossa viagem pelo projeto Sonora Brasil no Facebook. Coloco nesse Blog também. Quem passar por aqui e quiser se aventurar nos comentários de lá, a alegria é toda minha. O endereço do face é https://www.facebook.com/paulo.freire.75

 

Matutando pelas ruas de Maringá... Espaços abertos, largos, a beleza do Parque do Ingá. Depois de amanhã voltamos para casa, depois deste primeiro giro do Sonora Brasil. O arremate não poderia ser melhor, pelo horizonte de Maringá, hoje, e pela profunda relação que tenho com Londrina, amanhã. Matutando o caminho que me trouxe até aqui, veio logo a lembrança que, no próximo dia 12, Mestre Manelim completa 80 anos. Em 1977 fui para o sertão do Urucuia (MG) e conheci o mestre. São quase 40 anos de aventuras e aprendizado.

Em 1977 a conexão mais rápida que existia era o telefone. Mas não tinha isso no Urucuia. Uma carta demorava quase um mês pra chegar, porque também não tinha correio. Não tinha luz. O quanto esse “não tinha” foi fundamental para que eu estivesse nesse grande giro pelo Brasil tocando viola? O quanto esse “não tinha” foi fundamental para o aprendizado da viola do sertão, que vem sendo meu esteio? Tem hora que sinto que faz falta demais esse "não tinha". Eu sei também que existem muitos mestres pelo Brasil. O Manelim é especial para mim, claro. Nessa minha caminhada por Maringá, resolvi lembrar outros grandes violeiros que conheci, e que valeriam também como um belo aprendizado.

Me vieram quatro nomes, ligeiro. Adão Barbeiro, na cidade de São Francisco, folião de guia, violeiro de primeira, um mestre! Seu José Costa, que conto o causo em meu livro “Lambe-Lambe”, já velhinho, me ensinando que temos que saber tocar viola com as letras maiúsculas e minúsculas. Zé de Brito, violeiro arrebatado, guia de folia, sapateava na parede, tem gente que desconfia que ele seja pactário. E um velho violeiro, impressionante, que todos tinham certeza ser pactário, mas depois que fui atrás dele, me fez esquecer seu nome e o caminho de volta para sua casa...

Entonce essa é a boa notícia. Se numa pernada eu vi pelo menos 4, imagina o tanto que existe para descobrirmos e nos formarmos. As histórias são extraordinárias, de como o mestre Manelim descobriu a viola e de como eu fui parar na casa dele. Sem indicação de ninguém, só andando, andando. Se não vivi com estes outros mestres que citei, foi porque surgiu um acontecimento especial entre mim e ele. O Manelim, digo. A força do cerrado, o trabalho na roça, os toques de viola se revelando no terreiro. “Urucuia margens altas, lá na beira do sertão”, dizia o Rosa. 
Passamos uma semana em casa e dia 21 de setembro voltamos para a estrada, Levi Ramiro e eu, agora para o Rio Grande do Sul. Só de pensar nesse próximo giro, me dá uma esperança danada, embalada no som da voz de Jaime Caetano Braun, certeira, terna e violenta.


Escrito por Paulo Freire ás 14h47 [ ] [ envie esta mensagem ]



PARANÁ


Estou escrevendo impressões de nossa viagem pelo projeto Sonora Brasil no Facebook. Coloco nesse Blog também. Quem passar por aqui e quiser se aventurar nos comentários de lá, a alegria é toda minha. O endereço do face é https://www.facebook.com/paulo.freire.75

 

Viola chama viola. Chama chama chama. Neste giro violeiro do Sonora Brasil, ontem tocamos em Paranaguá. Chegamos na hora do almoço e nos levaram direto para a Ilha dos Valadares. Atravessamos a balsa e fomos para a casa do amigo e mestre Aorelio Domingues. O fandango estava comendo solto. Logo nos juntamos a eles, tocamos viola, ouvimos os mestres, comemos barreado. Viola com viola se entende em todo lugar e nos levou a esta comunidade maravilhosa.

Voltando ao hotel, andei, andei, vou te contar. Atravessando as praças, cheguei ao rio Itiberê, com o casario lindo. Debaixo de uma garoa fina, vi uma família embarcando num barquinho, decerto indo para casa, em alguma ilha. Ah, a Ilha do Mel, quem nunca dormiu agarrado dentro de um sleeping bag na Ilha do Mel? Mais em frente a Ilha das Peças. A siora sabe por que tem este nome. É porque ali os navios negreiros despejavam as “peças”, como eram chamados os escravos. Peças... tem explicação o ser humano? Andei mais na garoa, imaginando os navios negreiros e o drama dos refugiados nos dias de hoje.

Da janela do hotel via a Estação Rodoviária. Pode parecer esquisito, mas eu adoro rodoviária. O movimento das pessoas, a diferença gritante entre os que embarcam dos que chegam. E sempre me vem aquela ideia de filme: pedir em um guichê uma passagem para o próximo ônibus. Não importa pra onde. Largar pra trás RG, cheque, identidade e sair belchior por aí. Nonada.

Depois fizemos nossa apresentação, embalados e agradecidos pelo encontro na Ilha dos Valadares. E com a presença ilustre dos mestres do fandango! Hoje já tocamos em Ponta Grossa, à tarde, uma delícia, para uma plateia animada e conhecedora de viola. Depois a conversa boa com novos amigos que nos ajudaram a devorar as iguarias do generoso camarim. Para terminar nosso primeiro giro, ainda iremos para Guarapuava, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Maringá e Londrina. A siora vem? E o siô? 
Maiores informações, aqui ó: http://www.sescpr.com.br/2015/08/sesc-pr-recebe-apresentacoes-das-violas-caipiras/


Escrito por Paulo Freire ás 09h36 [ ] [ envie esta mensagem ]



CURITIBA


Estou escrevendo impressões de nossa viagem pelo projeto Sonora Brasil no Facebook. Coloco nesse Blog também. Quem passar por aqui e quiser se aventurar nos comentários de lá, a alegria é toda minha. O endereço do face é https://www.facebook.com/paulo.freire.75

 

Andando em Curitiba. O siô e a siora já repararam na calçada da sua rua, ou daquela rua no centro da cidade que já passaram tantas vezes? Que ali mesmo, onde a gente passa com pressa, aconteceu tanta coisa... uma moça apaixonada por um rapaz desesperado, um abraço, o carinho num cachorro que você ama. Aquele menino, o Brahms, não gostava de andar de trem. Muitas vezes fazia longas viagens a pé, pois dizia que não se aproveitava nada passando nessa velocidade pelo mundo. Outro dia eu tava agoniado em casa e saí para andar. Passei por lugares que vi tantas vezes do carro e só naquele momento percebi que nunca tinha passado de verdade por ali.

Aquela calçada, volto. Pois alguém cortou a pedra ou misturou pedrisco no cimento pra gente passar por ela. Lembrei ligeiro da dona Maria, uma senhora que trabalhava como cozinheira de trabalhadores que abriam estradas. Sua casa era impecável de arrumada. “Sou coruja que gabo do meu toco”, ela dizia. Dona Maria me fez olhar diferente para as estradas, contando o dia a dia dela nos acampamentos na beira das obras, e de seus companheiros que construíam nossos caminhos.

Curitiba parece que consegue organizar os pensamentos. O frio ajuda. O canto da fala apruma. No centro, as pessoas voltando para casa, ligeiras, decididas, adiantando a noite no pensamento. Para quem está viajando nesse tanto, passando por lugares tão diferentes, não dá para adiantar esse pensamento. O chão passa a ser a viola que a gente vai calçando ponteado por ponteado. Hoje cedo, procurando uma caneta na mala, achei uma coisa lá no fundo, puxei e me deu um calorzinho: a chave de casa. Apalpei com carinho minha calçada, a porta de casa e a família. Basnoite.


Escrito por Paulo Freire ás 09h34 [ ] [ envie esta mensagem ]



ESPÍRITO SANTO


Estou escrevendo impressões de nossa viagem pelo projeto Sonora Brasil no Facebook. Coloco nesse Blog também. Quem passar por aqui e quiser se aventurar nos comentários de lá, a alegria é toda minha. O endereço do face é https://www.facebook.com/paulo.freire.75


Subindo escadaria em Vitória, perto do porto. Navio é um mundo. Quem acha que sabe de tudo tem que olhar bem para um navio, ver o tanto de assunto que existe ali. Depois imaginar que ele cruza o oceano, noites escuras, tempestades de estrelas, o seu corpinho de um lado pro outro, jogando em um navio carregado com conteiners prédios. Inté chegar em outro país, onde aquele tudo que você sabe já não presta pra nada.

Aí virei numa rua e escutei um moço gritando: “Cláudia, faz dois dias que você não aparece em casa. Os seus filhos, Cláudia, os seus filhos...”, mas vi uma placa indicando que virando a esquina tinha a Igreja de São Gonçalo. Opa, o protetor dos violeiros. Nesse nosso giro violeiro, buscar a proteção de nosso santo é fundamental. Entrei na igreja, infelizmente a imagem do santo não tinha a violinha pendurada, e o moço chamando pela Cláudia já ocupava todos os espaços do meu pensamento. Decerto ela estava dormindo no apartamento de outro e o pobre marido foi chamá-la à razão, humildemente, em nome dos filhos.

Entonce voltei pra rua. Ele ainda estava lá. Gritando embaixo de um prédio. Quando cheguei perto, vi que era um prédio de escritórios, fechado. O moço começou a cantar e dançar na rua. Ora essa, era um doido. Passei por ele, vi os olhos atirados e desci mais escada: miséria humana à parte, eu perdi um bom causo na cachola. Se eu não tivesse voltado e visto que o homem abandonado era “só” um louco, ia ter um assunto mais caprichado para matutar. Sim, estamos em Vitória, hoje e amanhã apresentamos no teatro do SESC a viola caipira e a do sertão. Um trecho de beleza nesse mundo de meu Deus.


Escrito por Paulo Freire ás 09h33 [ ] [ envie esta mensagem ]



PORTO ALEGRE


Estou escrevendo impressões de nossa viagem no Facebook. Coloco nesse Blog também. Quem passar por aqui e quiser se aventurar nos comentários de lá, a alegria é toda minha. O endereço do face é https://www.facebook.com/paulo.freire.75

 

Conheço pouco Porto Alegre. Preciso andar. Saí caminhando à toa, virando a esquina que me chama. Só pode ser imã, quando vi estava no Mercado Municipal. Eu amo os Mercados com sua festa de cheiros, cores e tipos humanos. Peixes, temperos, vozes. Andava para buscar conforto. Qualquer detalhe lembra um amigo ou acontecimento. Tenho amigos muito queridos em Porto Alegre e assim me sinto mais perto deles.

Escutei um grito num megafone e me guiei pelo ouvido. Na frente da Assembleia um movimento, moradores de rua faziam um ato. Fui lá ouvir as reivindicações até que começaram um teatro! Sim, se bem me lembro o grupo chama “Os Invisíveis”. O teatro de rua feito em Porto Alegre sempre é um acontecimento. Assisti e me emocionei, tanto com o que estava sendo apresentado quanto o que estava em torno. No final alguns nomes de moradores que haviam morrido foram gritados pela plateia e me misturei no minuto de silêncio que veio a seguir.

Peguei o caminho de volta pro hotel. Andar assim, à toa, faz a gente aprender a ter referências, mas sempre a volta é mais custosa. Agora tô aqui, quase pronto. O passeio me deixou no trilho para a apresentação de hoje. Levi Ramiro e eu, no Sonora Brasil, tocando a viola caipira e a viola do sertão, instrumento que se aprende andando.


Escrito por Paulo Freire ás 09h31 [ ] [ envie esta mensagem ]



RIO DE JANEIRO


Estou escrevendo impressões de nossa viagem no Facebook. Coloco nesse Blog também. Quem passar por aqui e quiser se aventurar nos comentários de lá, a alegria é toda minha.

O endereço do face é https://www.facebook.com/paulo.freire.75

 

Fui dar minha corrida aqui no Rio. Quase chegando no hotel, na Cinelândia, vi um rosto num taxi que me deu uma grande emoção. Era uma pessoa muito parecida com meu pai, Roberto Freire, o Bigode. Com sua barba grisalha, o óculos que ele usava, uma expressão de quem estava maquinando algo muito longe.

Parei, voltei e olhei de novo. O táxi estava parado no sinal. Quase gritei: “Bigode!” Sim, porque imaginei que ele tinha nos pregado uma grande peça 7 anos atrás quando fez que morreu. Pois ele estava bem ali, na minha frente. Mesmo com minha insistência e proximidade, ele nem reparou em minha presença.

Entonce veio a luz, ora se ele quis sumir naquela época e hoje em dia tá passeando aqui no Rio, cidade que ele amava, é melhor deixar o Bigode em paz. O sinal abriu e ele foi embora. Não to querendo dizer nada, só que deu uma saudade danada.


Escrito por Paulo Freire ás 09h30 [ ] [ envie esta mensagem ]




[ ver mensagens anteriores ]