O capeta está perdendo espaço.
Talvez devido às libertações de milhares de diabos nos rituais de exorcismo dentro das igrejas.
Estes seres - saídos das pessoas por intermédio dos pastores – estão vagando por aí. E, por serem tantos, acabaram por se banalizar.
Lembro quando morei no sertão. Era um ou outro capeta que aparecia. Muito raro.
Aliás, o assunto é esbrangente. Os jesuítas tiveram que criar a imagem do diabo para catequizar nossos índios. Ele não existia por aqui. Entonce precisaram criar um deus e um diabo para tentar converter os índios. O que acabou gerando muita confusão na mitologia brasileira.
Algo me diz que este capiroto que sai das igrejas não é o verdadeiro tinhoso.
Com a proliferação do ser em questão, tem gente que acabou se tornando muito pior que o cão.
Onde está o verdadeiro capeta? Numa cerca elétrica, no muro alto, na balinha da rave, na dança “cãntri”?
Cadê o diabo na rua, no meio do redemunho?
O senhor e a senhora, que bem conhecem Riobaldo e Diadorim, me respondam: hoje em dia, como se tece um pacto?