Assisti o filme "Maria". Aquela moça, a Juliete Binoche, faz o papel de Maria Madalena e traz novas discussões sobre Jesus e os apóstolos. O filme é forte, os assuntos são amplamente discutidos e vamos acompanhando algo tão próximo de nossa vida e cultura.
Pois é, volto ao assunto.
No dia seguinte, assisti na TV Futura um documentário sobre uma tribo indígena no Brasil.
Quer dizer, só depois de uns 10 minutos concluí que era no Brasil. Pois a língua não dava para entender – a conversa dos índios parecia música, a maneira como se expressavam era incrível!
O documentário mostrava um pouco sua forma de vida, o que cabia a cada membro da família, bem diferente de nossa realidade. Até que chegou no ritual de iniciação dos meninos, com todas as danças, máscaras, a reação de cada um, as músicas cantadas, os deuses, a relação com a natureza.
Trata-se de um mundo completamente diferente do nosso. Em que país moramos? Da Maria ou da Amazônia? Nada contra a cultura cristã, muito pelo contrário. Mas nós que nos indignamos com a invasão americana no Iraque, as guerras e massacres, não podemos achar normal um mundo ser totalmente invadido e sufocado.
Sei que essa conversa é muito antiga, mas será que vamos largar mão do que existia nessa terra, zerar tudo e começar do jeito que está?
Eu proponho, é sério, a volta à língua geral.
Enquanto isso, continuamos a rodopiar. Se o senhor ou a senhora estão buscando o "Redemoinho", o que ajuda na distribuição é demonstrar espanto se um lojista disser que este CD não tem em seu estabelecimento.
Sim, digam “xiii”, como se fosse uma vergonha não ter o tal.