O CD novo chegou! Eba!!!
“Redemoinho” nasceu assim. Umas folhinhas no chão se mexeram...
De uns dois anos para cá comecei a criar músicas instrumentais. Sem causo, nem nada. Apenas música. Uma idéia, um rodopio.
Tenta agarrar que vai girando e mistura com outra idéia. Pronto. Mais uma.
As músicas foram crescendo.
Agora o desafio era aprender a tocá-las. As dificuldades técnicas surgiram e voltei aos tempos da rotina no estudo diário do instrumento. Escalas, arpejos, análises, digitações, harmonias etc.
E a figura dos meus mestres (a quem dedico o CD) voltou com força total. A dedicação - minha e principalmente deles! - em mostrar-me os caminhos. Paciência de colocar um tijolinho em cima do outro, que vem desde meus 15 anos (ih, isso faz tempo...).
Quando consegui tocá-las, já vinha pensando no CD. Era hora de criar os arranjos. Esta foi uma fase também muito boa, pois pensava exatamente nos músicos convidados enquanto escrevia. Sempre buscando que se divertissem e, cada um à sua maneira, criassem novos rodopios e dessem força ao redemoinho.
Aí foi só ensaiar e gravar.
Atormentar os engenheiros de som e atentar para seus preciosos conselhos.
Depois a arte da capa. O conceito e as informações.
E pronto. Já não posso fazer mais nada.
A não ser sair tocando por aí, claro.
Muito obrigado aos amigos que estiveram juntos neste processo e passaram por aqui no blog para tomar um cafezinho e animar e dar os parpites e ficar bestando e dando idéia.
É só clicar aqui mesmo na página - em CDs - que o menino vai aparecer, em primeiro lugar. Pode encomendar!
Tem uns trechos de música para ouvir. Mas o bom é escutar tudo, viu!
Para arrematar, queria deixar a conversa de um grande entendido em redemoinho, o José Oswaldo Guimarães - presidente da Associação Nacional dos Criadores de Saci. Perguntei para ele o que pensa sobre o assunto. E me respondeu assim:
“O redemoinho é para desacomodar as coisas, arranjando o desarranjado e desarranjando o arranjado. A matéria tende a ficar em seu estado de menor energia, daí vem um redemoinho com sua energia e nos põe em movimento. Nós somos matéria."
"Se tivéssemos controle do redemoinho, talvez não deixássemos ele aparecer, iríamos mantê-lo como um ventinho, pois seria mais seguro. Dá medo mexer. Dá medo abandonar o confortável, dá medo não saber para onde estamos sendo levados. Acho que é por isso que não temos o controle e é por isso que o redemoinho nos assusta e encanta.”
Tomara que gostem! Beijos violeiros.