Voltei. Viajei pra cima e pra baixo. Tomei banho de mar e me enfiei embaixo de cachoeira.
Descobri que minhas águas são do litoral norte de São Paulo. Tem a Serra do Mar, a mata, as cachoeiras, a terra e a temperatura da água.
Já morei em São Sebastião, meu pai na Ilhabela. Infância, férias etc. Mergulhei em um tanto de lugar nesse mundão, mas essas são minhas águas. Apesar dos condomínios que teimam em ser donos do pedaço.
Agora vim decidido. Amanhã começo a mixar o CD novo.
Para trabalhar na música, vou tomar como referência estes escritos do Manoel de Barros, que li na Caros Amigos de dezembro. Vão ouvindo:
“Amarro o tempo no poste para ele parar. Boto a Manhã de pernas abertas para o sol. Me horizonto para os pássaros. Uma ave me sonha. O dia amanheceu aberto em mim.”
Vambora!