Inspirado em “Eu Já”
Juntando os pensamentos.
- Eu comi fígado de bicho-preguiça, oferecido por um violeiro que diziam ser pactário.
- Eu vi violeiro sapatear na parede.
- A senhora lembra da lambada – música e dança? Pois eu vi ser inventada. Primeiro na França. Depois, quando fui repórter no Notícias Populares, acompanhei sua agonia. Fizeram até filme. Mas era armação pura. Então morreu.
- Eu vi no escritório de um apresentador de TV outra invenção: grupo musical de “modelos” que não sabiam fazer nada de música. Nem cantar, nem dançar. Nada mesmo. Mas o escritório vendia e as meninas apareciam dublando. Até disco gravaram. Eu tenho aqui, com dedicatória e tudo! Como consegui? Deixa pra lá, também morreu.
- Falar nisso, na França, um “artista brasileiro” precisava de um percussionista para acompanhá-lo em uma viagem. Ninguém podia. Ligou para mim. Estava hospedado em minha casa um amigo cineasta. Ele não toca nada, ora, é cineasta. O tal artista não quis nem saber: “isso não é problema, só precisa ser brasileiro, ele dubla”. O evento era na República dos Camarões. Lá foi o meu amigo, ficou em um hotel chique e dublou o bumbo. Voltou com o bolso cheio e uma malária.
- Eu vi show do Toy Dolls e ajudei uma moça a fugir da briga de um bando de careca contra outro de punk. Que eu tava fazendo lá? Pois é, a moça...
- Eu vi a Roberta Close de perto, dentro de um elevador. Uau!
- Ah, e eu vi uma vaca comer minha camisa que esqueci num pau do curral.
- Ops...
