Agora em 2006, “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, está completando 50 anos.
Na primeira vez que li este livro, em 1977, mandei-me para o sertão do Urucuia, procurando a música do Grande Sertão.
Esse livro me levou à viola.
A viola me devolve para ele.
Peguei o menino de novo, para celebrar seu aniversário.
A emoção é sempre forte. Vai ouvindo:
“Confiança – o senhor sabe – não se tira das coisas feitas ou perfeitas; ela rodeia é o quente da pessoa.”
Fico com a impressão que o Guimarães escreveu este romance vivendo um certo transe. Não entendo como essas frases se sobrepõem, os assuntos brotam e os nomes dos lugares (muitos que conheci) têm o poder de colorir o pensamento.
Vou lendo e vou ouvindo, campeando a justa maneira de possuir a travessia.