Existem assuntos muito bons que tem ajudado nosso homem moderno: o Tai Chi, o Lian Kung, Radiestesia, Feng Shui, a ótima acupuntura, todas sabedorias milenares que vão nos aprumando.
Depois que visitei a exposição “Terra Paulista”, no SESC Pompéia, fui tendo uma idéia. Aí vi um índio brasileiro na televisão e reparei: para que a gente o entendesse, falava em português, com a nossa maneira de juntar frases e se expressar. Hummm, e o inverso?
Por que a gente não explica aos índios, dançando, cantando, se utilizando da maneira deles se expressarem, sobre a incompetência dos “descobridores” em se juntar a eles aqui na terrinha, de uma forma que fosse boa para todos? Tá bom, sei como é o ser humano, as guerras todas na história da humanidade, mas vão ouvindo.
É certo que os índios relacionam-se com a natureza de uma forma muito intensa, buscando a harmonia e a sobrevivência de ambos. Isso aqui no Brasil. Então por que não recorrer à sabedoria milenar indígena para ajudar nosso homem moderno?
Eu também sei que os “descobridores” fizeram de tudo para acabar com os pajés, que carregavam os segredos e tinham acesso mais direto com os deuses indígenas. Mas será que não dá para descobrir esses segredos e todas as cerimônias? E usá-las no homem moderno para que ele se harmonize com seu país?
Imaginem só, levar uma turma para a Amazônia, no meio da mata. Andar de piroga, dançar e cantar, dormir na rede, namorar, os filhos mergulhando no rio, fazer excursão na mata, encontrar a tribo inimiga.
Aí eu queria ver se quem fosse capturado teria coragem de morrer levando uma bordunada na cabeça ou preferiria ter vida de escravo. Os que capturassem os inimigos, prefeririam comê-los?
E quando encontrassem um bandeirante?
Tá bom, vamos pular essa parte. Então que tal esmiuçar a fundo o conhecimento dos pajés, aproveitar a sabedoria dos nossos índios e criar um sistema de melhora do homem brasileiro?
Uma dica: Kaká Werá Jecupé.