No dia 1 de novembro aconteceu, em São Paulo, a finalíssima do ll Prêmio Syngenta de Viola Instrumental. E lá estava eu, de jurado, ao lado do violeiro Ivan Vilela (curador do prêmio), além dos músicos Paulo Belinatti, Guinga e Arrigo Barnabé e os jornalistas Tárik de Souza e Carlos Calado.
Claro que fiquei deprimido ao final. Explico: como premiar um candidato e não o outro com tantas maravilhas escorrendo por nossa violinha? Ao mesmo tempo sentia uma alegria infinda, por ver produção musical tão diversa tendo como porta-voz este instrumento que nos acolheu. Depois da premiação e o jantar, fiquei rolando na cama relembrando os momentos, e me preocupava com a reação dos que não levaram os principais prêmios. Precisava dizer a eles que a votação foi uma briga e tanto, que os jurados que não conheciam o mundo da viola estavam impressionados, que os votos foram todos espalhados e que nós ficamos bem atrapalhados. Aí começa a votação e a maioria acaba vencendo. Será que isso é certo? Epa, peraí, não estou dizendo que os que venceram não mereciam. Claro que sim, eles encheram de beleza nossos sentimentos.
Enfim, o que quero dizer é o seguinte, não deixem de ir aos shows com nossos violeiros, percebam o que está acontecendo, o som brasileiro, e as novidades musicais se embrenhando no sentimento da roça. Uma arte muito importante vem sendo criada porque as pessoas estão precisando disso, aí o artista se encarrega de ajustar os encantamentos.
Quem quiser saber mais sobre o Prêmio, visite o site da Direção Cultura, que produziu o evento: www.direcaocultura.com.br
Vão ouvindo, vão ouvindo...